Serviço de custódia segura de criptoativos da Fidelity pode ser lançado em março. Como isso deve impactar o mercado?

Recentemente a Bloomberg, no último dia 29 de janeiro, e o Investing, ontem, sendo bem preciso, noticiaram que a Fidelity ou FIS (NYSE: FIS), que está entre as maiores provedoras mundiais de tecnologia bancária e que ocupa posições de liderança no processamento de pagamentos e serviços de gestão de risco em diversos mercados, pretende lançar o seu serviço de guarda segura de criptoativos em março desse ano. Mas em que isso deve impactar no mercado?

Como venho expondo a minha opinião sobre o bitcoin, valendo também para os criptoativos em geral (leia aqui o artigo), tenho defendido a abertura de conceitos dentro da comunidade de ativos digitais para a própria perpetuação e sobrevivência desse mercado. E isso está diretamente ligado com a atração e visão do mercado financeiro tradicional, os investidores institucionais.

Para que se consolide, o mercado de criptoativos precisará passar por grandes mudanças, entre elas, sobre a sua guarda ou custódia. Já que há no mercado em geral grande desconfiança em relação às possibilidades de ataques de hackers e roubos visando esses ativos, se não “portados” e “armazenados” de forma segura.

O que a Fidelity pretende oferecendo um serviço de custódia segura é justamente atender à demanda ou o interesse de alguns dos seus mais importantes clientes, os investidores institucionais mundialmente, no mercado de ativos digitais. Para tanto, fornecendo parte das soluções para o mercado de criptoativos baseadas no que acontece no mercado financeiro tradicional em relação a custódia de títulos.

Esse pode ser um marco importante para a entrada dos investidores institucionais nesse mercado. Já que permitirá acompanhar e verificar se realmente é possível manter ativos digitais de forma segura sem prejudicar a realização e a concretização de negócios entre os investidores. Pois, esta pode ser uma das grandes dificuldades de implementação do sistema, já que se menciona como solução a possível custódia offline dos criptoativos, mas ainda não se tem veiculada toda a informação do que irá apresentar a Fidelity em março.

Alguns investidores, de olho na possível valorização do bitcoin, com toda a possível repercussão que pode ser gerada no mercado com a entrada de investidores institucionais, já podem, inclusive, estar assumindo alguns riscos a mais, de não realização, postergação ou de falhas nos serviços de custódia da Fidelity, ao se posicionarem de forma comprada nesse momento. No entanto, o fazem agora antecipando o movimento e, justamente, devido ao potencial de realização de lucros se tudo der certo e correr tudo bem nesse processo.


Marcos Nonaka é graduado em Controladoria e Finanças pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, investidor entusiasta desde 2002 no mercado financeiro e autor de artigos de educação e conhecimento sobre finanças.

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