ANBIMA lança relatório anual com raio X do investidor brasileiro

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A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) lançou no mês de setembro o relatório anual de raio X do investidor brasileiro, que pretende conhecer os hábitos de poupança e de investimento da população brasileira. A pesquisa pretende ser repetida anualmente para monitorar as intenções de investimento dos brasileiros não apenas em relação as aplicações financeiras, mas também quanto a aposentadoria e aos motivos que levam as pessoas a não fazerem uma reserva financeira.

Um dos destaques da pesquisa divulgada esse ano, que refletem os dados de 2017, está o fato de mais da metade dos pesquisados haver declarado ainda não conhecer e não utilizar produtos de investimento. Dentre os produtos, o mais citado foi a poupança, mesmo com a baixa rentabilidade em relação a outros tipos de investimento, como os certificados de depósito bancários (CDBs). Uma simples migração para esse tipo de investimento, por exemplo, poderia elevar a rentabilidade em pelo menos 40% entre os títulos que atualmente pagam mais.

Quem é o investidor brasileiro

Entre os que tinham algum saldo aplicado em produtos de investimento, apenas 9% investiram algo em 2017. O que mostra que a grande maioria dos investidores brasileiros não manteve uma regularidade nas aplicações. 55% é homem, com média de idade de 43 anos e mais da metade não possuía o ensino médio completo. A pesquisa também mostra que a alta escolaridade acompanhou a renda, onde 43% dos que possuíam o ensino superior pertenciam às classes A ou B.

A região Sudeste foi a que mais concentrou o número de investidores, 51% do total, seguida pela região Sul, com 20%, e Centro-Oeste. O Norte e o Nordeste ainda tiveram uma participação muito tímida nos investimentos financeiros de forma geral.

Em que o brasileiro investe

O produto mais buscado pelos investidores foi a poupança, 89%, seguida pela previdência privada, 6%, fundos de investimento, 5%, títulos privados, 4%, e títulos públicos, 3%. 77% dos entrevistados afirmaram conhecer ações, mas somente 1% da população investiu efetivamente no produto. Ainda considerando a população total, 43% declararam conhecer as moedas digitais e os títulos públicos, mas também apenas 1% investiram.

O destino preferido para o dinheiro para os que não fizeram aplicações financeiras ainda seriam os imóveis, 26%, mesmo com a queda reportada nos preços nos últimos meses pelo índice Fipezap quando descontada a inflação. Em segundo lugar, apareceu a poupança com 15% seguida por abrir um negócio próprio e estudos, 11%.

Acesse aqui o portal da ANBIMA onde é possível fazer o download do relatório completo.


Marcos Nonaka é graduado em Controladoria e Finanças pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG e investidor entusiasta desde 2002 no mercado financeiro.

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